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[abre cortina] há na vida uma vontade de flagelo [baixa cortina] leia-se a mentirosa mas agora oportuna fábula da origem do teatro das sombras: um imperador não aceita a ida para uma terra das sombras de uma das suas concubinas e decreta que lha devolvam [sobe cortina] ordena o prolongar-se de um assistir que já não existe [aparte] talvez porque não seja o objecto do nosso afecto o que aqui interessa mas antes a sua representação [baixa cortina]

ou de como um certa lei do direito ao esquecimento não é ao nosso, o de nós. é sempre o do outro, o que assiste: o espectador… o espectador sem o qual não estaríamos personagem no tal teatro de flagelo que é como sabemos, saboreamos viver.

[to be continued…]

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