Ao primeiro dia não repousou. E observa que isso será bom. Esperar os céus, desenhar a terra. Ter dia e ter noites. Separadas. Caminhar nas águas. Respirar a vegetação até lhe descobrir a cor. Plantar luzeiros que encaminhem até ao desconhecido, na aventura de uma escrita ainda não necessária. Adivinhar uma corça. Esquecer a abelha. Imaginar jóias da cor das libelinhas. Ver uma serpente, antecipação das árvores da vida e do conhecimento, e espantar-se pela natural necessidade de as matar e ainda mais da possibilidade de o fazer. E pensou, mas não o disse: isso não é bom. Há um legitimar de uma profecia e maldição, o legitimar de um peso do qual se quer afastar: a cega comunhão dos porquês. Ainda aprendeu que as tais das malacatifas, comem ratos. Então já podem ser boas? Os morcegos, cara de ratos com asas de leque, num país africano, já não recordo qual, fazem-se em petisco. Na escala da sobrevivência até onde vai o que não comes? “Então Deus determinou: Façamos o ser humano à nossa imagem, de acordo com a nossa semelhança…” Mas é na diversidade que um sorriso se transforma em gargalhada, que o afã natural de uma dá descanso à outra que nem consegue parar de escutar o não batimento. Só nos conhecemos neste jogo de espelhos? Não lisos, de preferência, feitos de imperfeições da natureza de que fugimos e que é o ar que nos separa unidas. Como a importância da movimentação do braço que na magia mostra que não há nada entre isto e aquilo. E, contudo, estão lá e estão ligados. Porque sempre estiveram? Porque voltamos sempre ao início: a amizade.

 

 

Imagem da Crónica de Nuremberg para uma memória falsa e incompleta de um fim de semana magnífico…

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